São 28 empreendimentos em obra em Camboriú — o maior bloco individual da cidade e mais de um terço de tudo que este portal cataloga. É o recorte de quem quer comprar antes da entrega, mas não quer o risco de um projeto que ainda não saiu do papel.
Quatorze deles têm tabela divulgada, com valores de R$ 457.380,00 a R$ 1.005.464,00 e mediana de R$ 694.194,00. As entregas se concentram entre 2026 e 2029, um horizonte bem mais curto que o dos pré-lançamentos, que chegam a 2031.
A diferença entre estar em obra e estar em pré-lançamento é a que mais impacta o risco da compra, e é frequentemente ignorada em anúncio. Obra em andamento significa terreno pago, projeto aprovado, registro de incorporação feito e canteiro rodando. É um estágio em que a maior parte das incertezas de viabilidade já ficou para trás.
A concentração aqui é forte: São Francisco de Assis sozinho tem 12 dos 28 empreendimentos em obra — quase metade. Vêm depois Centro e Tabuleiro, empatados com 6 cada, e Cedros (2).
Comparado com o recorte de pré-lançamento, onde Tabuleiro lidera isolado, o quadro sugere um deslocamento em curso: São Francisco de Assis está no auge do ciclo de construção agora, enquanto Tabuleiro concentra boa parte do que ainda vai começar. Para quem compra pensando em entorno, isso tem consequência concreta — São Francisco de Assis vai receber vários prédios novos simultaneamente nos próximos anos, com o que isso implica de obra na vizinhança e, depois, de oferta simultânea de unidades.
A Ipex Construtora é a mais presente, com 4 das 28 obras. Nenhuma outra passa de uma. É a construtora com maior exposição ao ciclo atual da cidade.
Empreendimentos em obra costumam divulgar um percentual de execução. Esse número merece leitura cuidadosa: ele mede avanço físico-financeiro, não tempo decorrido. Uma obra em 12% pode ter consumido bem mais de 12% do prazo, porque fundação e contenção são etapas lentas e caras que aparecem pouco na paisagem.
O inverso também vale. Depois que a estrutura sobe, o avanço percentual acelera visivelmente, e obras que pareciam paradas passam a andar rápido. Por isso o percentual isolado diz pouco — o que importa é cruzá-lo com o cronograma físico-financeiro contratual e com o histórico de entrega da incorporadora.
Um sinal de atenção concreto: obra com percentual estagnado entre dois trimestres consecutivos, sem explicação de etapa. Isso costuma indicar problema de fluxo de caixa antes de qualquer comunicado oficial.
A mediana dos imóveis em obra (R$ 694.194,00) é praticamente idêntica à do conjunto na planta, e fica cerca de 1% abaixo da mediana dos prontos. O desconto por comprar antes da entrega, em Camboriú, é modesto no preço de tabela.
Onde a conta muda é no financiamento. Durante a obra, o saldo devedor é corrigido pelo INCC — o índice que mede o custo da construção civil e que historicamente roda acima da inflação ao consumidor. Numa compra com entrega em 2029, são anos de correção acumulada sobre o saldo, valor que não aparece na simulação inicial de parcelas.
A recomendação prática é simular o valor final com uma projeção de INCC, não com a parcela nominal do dia da assinatura. A diferença entre as duas contas costuma ser o item que aperta o orçamento perto da entrega das chaves.



























São 28 empreendimentos em obra catalogados neste portal, com entregas previstas entre 2026 e 2029. É o maior bloco individual da cidade, representando mais de um terço de todo o estoque.
Entre os 14 com tabela divulgada, os valores vão de R$ 457.380,00 a R$ 1.005.464,00, com mediana de R$ 694.194,00 — cerca de 1% abaixo da mediana dos imóveis prontos.
São Francisco de Assis concentra 12 dos 28 empreendimentos em obra, quase metade do total. Depois vêm Centro e Tabuleiro, empatados com 6 cada, e Cedros, com 2.
Em geral sim, quanto ao risco de viabilidade. Um empreendimento em obra já tem terreno pago, projeto aprovado, registro de incorporação e canteiro em operação — etapas em que um pré-lançamento ainda pode travar. O prazo de entrega também é mais curto, de 2026 a 2029, contra até 2031 nos pré-lançamentos.
É o avanço físico-financeiro, não a proporção de tempo decorrido. Fundação e contenção consomem muito recurso e aparecem pouco, então percentuais baixos são normais no início. O número só é útil quando comparado ao cronograma contratual e ao histórico da incorporadora.
Sim. Durante a construção, o saldo devedor é corrigido normalmente pelo INCC, índice do custo da construção civil, que costuma ficar acima da inflação ao consumidor. Em uma entrega para 2029, são anos de correção acumulada que não aparecem na simulação inicial.