São 21 pré-lançamentos em Camboriú — empreendimentos anunciados, mas cuja obra ainda não começou. É o estágio mais cedo em que se pode comprar, e por isso o de melhor condição comercial e maior risco simultaneamente.
A característica que define este recorte é a opacidade de preço: apenas 9 dos 21 têm valor divulgado. Entre esses, a faixa é a mesma de sempre — de R$ 445.000,00 a R$ 773.014,00, com mediana de R$ 705.000,00. Os outros 12 estão sob consulta, porque a incorporadora ainda não abriu a tabela oficial.
Repare no que a mediana revela: R$ 705.000,00 no pré-lançamento contra R$ 699.990,00 na mediana geral da cidade — uma diferença de menos de 1%. Com mais dados entrando no recorte, o pré-lançamento deixou de parecer mais caro que o resto do mercado: hoje ele está, na prática, colado na mediana de Camboriú.
Com apenas 9 valores públicos, a mediana deste recorte ainda é sensível a poucos empreendimentos — um único projeto de padrão mais alto ou mais baixo desloca o número inteiro. É justamente isso que aconteceu: à medida que mais pré-lançamentos abriram tabela, a mediana caiu e se aproximou da mediana geral da cidade.
Isso não significa que comprar cedo perdeu a vantagem — significa que, em Camboriú, o desconto de comprar antes da obra começar não aparece de forma consistente no preço de tabela. Os pré-lançamentos concentrados em Tabuleiro e Centro trazem projetos mais recentes, com padrão de acabamento e área de lazer que variam empreendimento a empreendimento, e essa variação de produto pesa mais no preço final do que o estágio da obra.
A comparação honesta continua sendo entre empreendimentos do mesmo bairro, com metragem e padrão equivalentes — isso só dá para fazer caso a caso, olhando a ficha de cada um.
As entregas vão de 2027 a 2031. No extremo, são cinco anos entre assinar o contrato e receber a chave — e nesse intervalo a única obrigação certa é a sua, a de pagar as parcelas.
Cinco anos mudam a natureza da compra. Muda a taxa de juros do país, muda a sua situação de renda, muda o perfil do bairro, e o INCC corrige o saldo devedor mês após mês. Para quem compra para morar, o cálculo precisa incluir onde a pessoa vai morar nesse meio-tempo. Para quem compra para investir, precisa incluir o custo de oportunidade do capital parado durante meia década.
Um pré-lançamento com entrega em 2031 não é o mesmo produto que um com entrega em 2027, ainda que ambos apareçam sob o mesmo rótulo. Filtrar por ano de entrega é mais útil que filtrar por status.
É o registro de incorporação. Previsto na Lei 4.591/64, é o ato pelo qual a incorporadora registra o empreendimento no cartório de imóveis, com memorial, quadro de áreas e prazo. Sem ele, a venda de unidades é irregular — e é justamente na fase de pré-lançamento que ele pode ainda não existir.
Peça o número do registro e a matrícula do terreno. Se a resposta for que está em andamento, é informação legítima, mas define o seu nível de exposição: você estará numa reserva, não numa compra. Reserva costuma ser reembolsável; contrato de compra e venda, não nas mesmas condições.
Vale também checar a distribuição de construtoras deste recorte: Tabuleiro concentra 9 dos 21 pré-lançamentos, seguido pelo Centro, com 5. Entre as incorporadoras, só a LB Empreendimentos repete, com 2; as demais 19 aparecem com um projeto cada. Um mercado pulverizado significa que o histórico de entrega precisa ser verificado incorporadora por incorporadora — não há uma marca dominante cuja reputação sirva de atalho.





















São 21 pré-lançamentos catalogados, com entregas previstas entre 2027 e 2031. Apenas 9 deles têm valor divulgado publicamente; os outros 12 estão sob consulta.
Entre os 9 com valor divulgado, a faixa vai de R$ 445.000,00 a R$ 773.014,00, com mediana de R$ 705.000,00 — praticamente igual à mediana geral da cidade, de R$ 699.990,00.
Não de forma consistente. A mediana dos pré-lançamentos com preço público é de R$ 705.000,00, cerca de 1,5% acima da mediana dos imóveis em obra (R$ 694.194,00) — uma diferença pequena, dentro do esperado para uma amostra de apenas 9 valores.
Porque a incorporadora ainda não abriu a tabela oficial de vendas. É prática comum nessa fase: o valor é informado sob consulta a interessados antes do lançamento público, e pode ser ajustado até a abertura.
É o ato que registra o empreendimento no cartório de imóveis, com memorial descritivo, quadro de áreas e prazo, previsto na Lei 4.591/64. Sem ele a venda de unidades é irregular. Na fase de pré-lançamento ele pode ainda não existir — nesse caso você está fazendo uma reserva, não uma compra, o que muda suas condições de desistência.
Tabuleiro lidera com 9 dos 21 pré-lançamentos, seguido pelo Centro, com 5. São Francisco de Assis e Areias aparecem com poucas unidades, e o restante está disperso em outros bairros.