Esta é a faixa de entrada de Camboriú, e convém começar por um número desconfortável: de 72 empreendimentos catalogados, apenas 7 ficam abaixo de R$ 500 mil. E entre os 37 que têm preço público, esses 7 representam pouco menos de 19% da oferta.
Os valores vão de R$ 153.724,00 a R$ 492.000,00, com mediana de R$ 457.380,00. Para comparação, a mediana geral da cidade é R$ 699.990,00 — ou seja, quem procura até R$ 500 mil está mirando uma faixa cerca de 35% abaixo do preço mediano de Camboriú.
Vale um alerta de leitura: o valor mínimo de R$ 153.724,00 é de um terreno, não de um apartamento pronto. Ele puxa a faixa para baixo e cria uma expectativa que o restante do estoque não sustenta. Descontado ele, a entrada real em imóvel construído nesta faixa começa bem mais perto dos R$ 460 mil.
A distribuição é pulverizada, com no máximo duas unidades por bairro: Centro (2), e uma unidade cada em Conde Vila Verde, Areias, São Francisco de Assis, Santa Regina e Tabuleiro. Não existe um bairro barato concentrando oferta — o que há são unidades isoladas espalhadas por seis bairros diferentes.
Isso tem uma consequência prática: nesta faixa, você não escolhe o bairro e depois o imóvel. É o contrário — o imóvel disponível define onde você vai morar. Quem tem preferência rígida de localização provavelmente vai precisar rever o teto de orçamento ou esperar novos lançamentos.
Chama atenção que Conde Vila Verde, um dos bairros de menor oferta total da cidade, apareça aqui. Bairros periféricos com pouco estoque tendem a concentrar justamente os produtos de entrada.
O recorte mistura 2 entregues, 3 em pré-lançamento, 1 em lançamento e 1 em obra, com entregas que vão de 2023 a 2031. É uma amplitude enorme para sete imóveis.
Para o comprador dessa faixa, a diferença é decisiva. Os 2 entregues permitem morar ou alugar imediatamente, mas exigem financiamento bancário com entrada à vista maior. Os pré-lançamentos com entrega em 2031 oferecem parcelas menores hoje, mas significam anos pagando aluguel em paralelo — custo que raramente entra na planilha e que, nessa faixa de renda, costuma inviabilizar a conta.
A pergunta certa aqui não é qual o mais barato, e sim qual o custo total mensal até você ter a chave na mão, somando parcela e moradia atual.
Três caminhos, em ordem de esforço. O primeiro é esticar o teto até R$ 550 mil: a faixa imediatamente acima, de R$ 500 a 800 mil, tem 23 empreendimentos, e a parte de baixo dela abre muito mais escolha por uma diferença de orçamento modesta.
O segundo é considerar os 35 empreendimentos com valor sob consulta. Nem todos são caros — muitos são pré-lançamentos que simplesmente ainda não abriram tabela, e alguns podem entrar nesta faixa quando o preço for divulgado. Vale acompanhar.
O terceiro é olhar cidades vizinhas do mesmo eixo. Camboriú é o município de entrada da região em relação a Balneário Camboriú, mas a oferta abaixo de R$ 500 mil também é escassa aqui. Itapema e Porto Belo têm dinâmicas de preço próprias que podem abrir alternativas.







Apenas 7 dos 72 empreendimentos catalogados ficam abaixo de R$ 500 mil. Entre os 37 que têm preço divulgado, isso representa pouco menos de 19% da oferta.
O menor valor catalogado é de R$ 153.724,00, mas trata-se de um terreno, não de um apartamento pronto. Entre imóveis construídos, a entrada real nesta faixa fica próxima de R$ 460 mil, com mediana de R$ 457.380,00 no recorte completo.
A oferta é muito restrita. A mediana desta faixa é R$ 457.380,00 e o teto é R$ 492.000,00, então abaixo de R$ 400 mil praticamente só há terreno. Vale considerar os empreendimentos com valor sob consulta, que podem entrar nessa faixa quando a tabela for aberta.
A oferta é pulverizada, com no máximo duas unidades por bairro: Centro tem 2, e Conde Vila Verde, Areias, São Francisco de Assis, Santa Regina e Tabuleiro têm 1 cada. Não existe um bairro que concentre imóveis de entrada na cidade.
A mediana geral de Camboriú é R$ 699.990,00. Um imóvel de R$ 500 mil está cerca de 29% abaixo dela, e a mediana desta faixa de entrada, de R$ 457.380,00, fica cerca de 35% abaixo.
A faixa seguinte, de R$ 500 a 800 mil, concentra 23 empreendimentos — mais de três vezes mais opção. Esticar o teto em R$ 50 mil costuma abrir muito mais escolha do que esperar novos lançamentos na faixa de entrada, que é historicamente escassa em Camboriú.