São 18 empreendimentos já entregues catalogados em Camboriú — imóveis onde a chave existe, a obra acabou e o que você vê na visita é o que você compra. Treze deles têm valor divulgado, e a amplitude é a maior de todos os recortes deste portal: de R$ 153.724,00 a R$ 3.350.000,00.
Essa distância de mais de vinte vezes entre o extremo de baixo e o de cima não é ruído de dados. Ela existe porque o recorte mistura produtos genuinamente diferentes: há terreno, apartamento compacto e casa de alto padrão dentro da mesma lista. A mediana, de R$ 699.990,00, é o número mais honesto para quem quer uma referência — e coincide exatamente com a mediana geral da cidade.
As entregas vão de 2017 a 2025. Na prática isso significa que o recorte vai de imóvel com quase dez anos de uso a prédio recém-entregue, ainda em fase de formação de condomínio. São situações de compra bem distintas, e vale saber em qual você está entrando.
A mediana dos imóveis prontos (R$ 699.990,00) fica acima da mediana dos imóveis na planta (R$ 694.194,00) — mas por uma diferença de menos de 1%. Para um mercado onde o senso comum diz que o pronto é bem mais caro que o na planta, a diferença aqui é praticamente nula.
Isso muda a conta. Se o prêmio por comprar pronto é quase zero, o comprador de Camboriú está escolhendo, na prática, entre receber a chave agora ou esperar até cinco anos por um preço equivalente. Quem compra pronto elimina o risco de atraso de obra, elimina a correção do saldo pelo INCC durante a construção e pode alugar ou morar imediatamente.
A contrapartida é o fluxo de pagamento. No pronto, o financiamento bancário costuma exigir entrada maior à vista e não existe o parcelamento direto com a incorporadora que caracteriza o na planta. É uma troca entre custo de oportunidade e liquidez imediata — não entre caro e barato.
A distribuição é mais equilibrada do que a do na planta. Centro e Tabuleiro dividem a liderança, com 4 cada, seguidos por Santa Regina (3) e São Francisco de Assis (3). Rio Pequeno aparece com 2, e o restante pulverizado.
Faz sentido: imóvel pronto reflete o que foi construído nos anos anteriores, quando o Centro e Santa Regina ainda concentravam boa parte dos lançamentos — mas o Tabuleiro já entrega volume equivalente hoje, sinal de que virou frente de expansão consolidada, não só promessa. Já o estoque na planta segue fortemente deslocado para Tabuleiro e São Francisco de Assis. Comparar os dois recortes é uma forma de enxergar para onde a cidade está se movendo.
Nenhuma construtora repete no recorte: as 18 unidades vêm de 18 incorporadoras diferentes. É um retrato de um mercado historicamente pulverizado em Camboriú.
Com o imóvel pronto, a checagem muda de natureza — sai do projeto e entra na realidade construída. O primeiro item é o habite-se, o documento que atesta que a obra foi concluída conforme aprovado e que o imóvel pode ser ocupado legalmente. Sem ele, não há financiamento bancário nem averbação da construção na matrícula.
O segundo é a matrícula atualizada do imóvel, onde aparecem ônus, penhoras e a averbação da construção. O terceiro é a situação do condomínio: taxa mensal, fundo de reserva, obras previstas e eventual inadimplência coletiva. Em prédios entregues há poucos anos, vale perguntar se a garantia da construtora sobre estrutura e impermeabilização ainda está vigente.
Nos imóveis mais antigos deste recorte, entregues em 2017 e 2018, some a esses itens uma vistoria técnica de instalações — hidráulica, elétrica e esquadrias são onde aparecem os custos que não estavam na conta.


















Este portal cataloga 18 empreendimentos já entregues em Camboriú, com entregas realizadas entre 2017 e 2025. Treze deles têm valor de venda divulgado.
Os valores vão de R$ 153.724,00 a R$ 3.350.000,00, com mediana de R$ 699.990,00. A amplitude é grande porque o recorte reúne produtos diferentes — de terreno a casa de alto padrão, passando por apartamentos compactos.
Não. A mediana do pronto é R$ 699.990,00 e a do na planta é R$ 694.194,00 — diferença inferior a 1%. Em Camboriú, a escolha entre pronto e planta é menos uma questão de preço e mais de prazo, risco de obra e formato de pagamento.
Centro e Tabuleiro dividem a liderança, com 4 empreendimentos cada, seguidos por Santa Regina e São Francisco de Assis, com 3 cada. A distribuição é mais equilibrada que a dos imóveis na planta, concentrados em Tabuleiro e São Francisco de Assis.
O habite-se, que atesta a conclusão legal da obra e é exigido para financiamento; a matrícula atualizada, onde constam ônus e a averbação da construção; e a situação do condomínio, incluindo taxa mensal, fundo de reserva e obras previstas.
Sim, desde que o imóvel tenha habite-se e matrícula regular. No imóvel pronto o financiamento é bancário e costuma exigir entrada à vista maior, diferente do na planta, onde parte do valor é parcelada diretamente com a incorporadora durante a obra.